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Zé Ramalho - Chão de giz
Segunda-Feira, 21.04.2008, 03:42pm (GMT-3)

Eu desço dessa solidão

Espalho coisas sobre um chão de giz Ah,

 meros devaneios tolos a me torturar!

Fotografias recortadas em jornais de folhas, amiúde...

Eu vou te jogar num pano de guardar confetes

 Eu vou te jogar num pano de guardar confetes

Disparo balas de canhão

 É inútil pois existe um grão-vizir

Há tantas violetas velhas sem um colibri

Queria usar, quem sabe, uma camisa de força ou de vênus

 Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro

 Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom

 Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez

Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar

Meus vinte anos de boy, that's over baby!

 Freud explica Não vou me sujar fumando apenas um cigarro

 Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom

Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval

 E isso explica por que o sexo é assunto popular.

No mais estou indo embora, no mais estou indo embora

No mais